quinta-feira, 8 de novembro de 2007

O teatro da vida

O “erro” perturba-me de uma forma assustadora, nunca gostei de errar e nunca errei tanto como agora. Talvez por estar numa fase em que tudo me passa ao lado. Predomina em mim um sentimento de desinteresse que me preocupa imenso. Gostava de voltar a sentir intensamente tudo por igual, sem fazer diferenças. Gostava de achar tudo interessante, mas à minha frente afigura-se um retrato negro da sociedade. Uma realidade transfigurada e cínica, onde os actores usam máscaras e agem de forma já estudada. O teatro da vida chega até nós de uma forma assustadora, é por isso que também me apetece assustar usando eu própria também uma máscara. Mas cheguei à conclusão que por mais máscaras que use não deixo de ser eu própria na minha plenitude.
Não consigo ser cínica, nem enganar ninguém, o meu mal é ser demasiado verdadeira e honesta comigo e com os outros.

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