Quando ouço Madredeus penso nas horas perdidas a estudar matemática. Quando o fim seria arquitectura. Tempo de ilusão, onde nada se perdeu e tudo se transformou em algo que se perpetuou no futuro. Aversão completa aos números. Gostava de aprofundar esta relação difícil, mas acho que seria um desperdício de tempo.A música sempre foi uma companhia nos tempos de estudante. Aliás só me conseguia concentrar ao som de algo ritmado, em que a sonoridade entra no ouvido sem pensarmos no que estamos a ouvir, a música instala-se mas não perturba, faz companhia e ajuda no raciocínio. A minha relação com a música sempre foi intensa. E ajudou-me a superar fases difíceis na minha vida. Quando ouço algo musical que me anima consigo abstrair-me e elevar-me para um sítio, que só eu conheço e onde só eu determino quem quero que faça parte deste momento.
A música pode ser uma fonte de inspiração, ao seguir um ritmo, o nosso raciocínio, por um lado segue uma determinada orientação lógica, mas por outro desvirtua-se da racionalidade para algo muito mais sobrenatural onde as emoções reinam e a sensibilidade se faz sentir.
Haja o que houver, já dizia a Teresa Salgueiro, a música perpetua-se no dia-a-dia de uma forma preponderante e afirmativa. Sendo um ingrediente fundamental para a nossa sanidade mental. Para o bem da humanidade haja música onde quer que estejamos, felizes ou tristes, que a música prevaleça!
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